sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Bibliotaxi é a maior rede física de troca de livros em táxis

Projeto cultural promovido pela Easy Taxi está presente em 100 cidades do Brasil além de Peru, Chile e Colômbia

O Bibliotaxi, projeto de disseminação da leitura promovido pela Easy Taxi, é a primeira rede social física de troca de livros dentro do táxi e já está disponível em todas as cidades do Brasil onde a Easy Taxi atua. A estratégia inovadora começou na Vila Madalena (bairro de São Paulo), criado pelo Instituto Mobilidade Verde. Na época existia apenas um táxi que disponibilizava os livros doados pelos moradores do bairro.

Para alavancar o projeto, há três anos, o jornalista Gilberto Dimenstein, morador do local, procurou a Easy Taxi. Com o alcance do aplicativo, hoje a iniciativa está em todas as cidades em que a Easy Taxi atua no Brasil e já chegou a países como Chile, Peru e Colômbia.

 
O
s títulos ficam disponíveis em um bolsão localizado no banco do táxi e todos os passageiros podem participar adquirindo ou doando um livro. O sucesso do programa chamou a atenção de grandes grupos editoriais. Em maio, por exemplo, a Easy Taxi recebeu, do Grupo Saraiva, 80 mil livros, e hoje, o projeto contabiliza mais de 100 mil títulos circulando em cerca de 8 mil carros Easy Taxi espalhados pelo Brasil. 

“Temos o objetivo de oferecer as melhores experiências na utilização do táxi como meio de transporte, por isso procuramos engajar ações que contribuam para o sucesso da experiência, pois assim acreditamos que a população se sentirá cada vez mais confortável e adepta desse modal”, afirma Camila Ferreira, CEO Brasil da Easy Taxi. 

Desde o lançamento do Bibliotaxi, cerca de 36 milhões de pessoas já tiveram a oportunidade de entrar na rede de compartilhamento do projeto, pegando ou doando um livro. 

Sobre a Easy Taxi
Fundada em junho de 2011, a Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina, atua hoje em 33 países, 170 cidades, sendo 100 no Brasil e é considerado o maior aplicativo de serviços mobile do mundo. A multinacional emprega atualmente mais de 1300 funcionários e já registrou 15 milhões de downloads. Disponível para iOS, Android, Windows Phone e Blackberry, o app pode ser baixado gratuitamente pelo usuário e disponibiliza ferramenta para pagamento eletrônico, via cartão de crédito cadastrado no aplicativo.

A empresa recebeu investimentos que somam R$ 170 milhões, feitos pelo grupo alemão Rocket Internet, pelo Fundo Latin America Internet Holding (LIH), pela holding iMena e, mais recentemente, pelo Phenomen Ventures e Tengelmann. A Easy Taxi também oferece soluções exclusivas de uso corporativo, o Easy Taxi Empresas, e o Easy Taxi Pro, desenvolvido para estabelecimentos comerciais que precisam solicitar muitos táxis ao mesmo tempo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Obra que exalta a cultura africana é relançada neste Dia Nacional da Consciência Negra



Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, festejado hoje, 20 de novembro, a editora Mar de Letras (selo Sapere) realizou o relançamento do livro “Outras Etiópias”. A obra, de 2012, é de autoria de Orlando Sperle Fraga Junior e Adílio Jorge Marques e visa atualizar os conhecimentos não só sobre a Etiópia, mas também, com a quebra de estereótipos, aprofundar a análise sobre a África.

Mitos bíblicos, a valorização da cultura negra e o movimento conhecido como Rastafarianismo são alguns temas abordados no livro, que traz à luz outro olhar sobre o país. Ao apresentar acontecimentos desconhecidos por muitos, como a vitória das forças etíopes sobre o exército do fascista Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial e a sua influência cultural no norte e no nordeste brasileiro, “Outras Etiópias” rompe os estigmas da fome e das guerras civis, ajudando a entender melhor a história e a cultura africana.

Perguntas como “Qual é o lugar da Etiópia nas narrativas da resistência negra nas Américas, incluindo o Brasil?” e “Quando esse espaço começou a se consolidar no imaginário da diáspora negra?” são respondidas na obra, que está à venda no site da editora: www.livrariamardeletras.com.br.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

“Breve História de um Pequeno Amor” e “1889” são os livros do ano do Prêmio Jabuti 2014


O Livro do Ano de Ficção é Breve História de um Pequeno Amor” (Editora FTD), de Marina Colasanti; e o de Não-Ficção é 1889”. (Globo Livros), do jornalista Laurentino Gomes. O anúncio foi feito na cerimônia de entrega do 56º Prêmio Jabuti, realizada na noite de terça-feira, 18 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Tania Rösing é a Amiga do Livro 2014. 

Karine Pansa, presidente da entidade, salientou que foram muitas as novidades em 2014, evidenciando a capacidade do prêmio de renovar-se e acompanhar as transformações do mercado editorial, sem jamais perder a credibilidade, fator que o mantém como o mais importante e reconhecido do setor editorial brasileiro. “As inovações enaltecem o caráter do Jabuti, que cumpre sua missão principal de promover o livro, reconhecer talentos e revelar novos autores”.

Este ano, o prêmio passou a contar com a curadoria da escritora e professora Marisa Lajolo, que “agregou todo seu conhecimento, experiência e visão sobre o livro no Brasil”, frisou Karine Pansa, agradecendo e homenageando José Luiz Goldfarb, curador entre 1991 e 2013: “Ele desempenhou papel importante para o desenvolvimento  do Jabuti e realizou um excelente trabalho ao longo desses 22 anos”.

A presidente da CBL enfatizou, ainda, que o Jabuti 2014 recebeu número maior de inscrições em relação ao ano passado, de Norte a Sul do Brasil, fortalecendo o seu caráter nacional. “Além disso, mostrou toda a sua diversidade, tanto no tocante às obras concorrentes, quanto à participação das editoras, que, independentemente, de seu porte, mostraram a qualidade da produção editorial do País”.

Karine Pansa

Karine também destacou a realização da cerimônia de entrega no Jabuti, a partir de 2014, no Auditório Ibirapuera, depois de oito anos na Sala São Paulo. Outra novidade de 2014 foi a categoria, a de número 27, criada especialmente para este ano: Tradução de Obra Literária Inglês-Português, com premiação concedida pelo British Council, que inclui viagem de uma semana ao Worlds Festival, em junho de 2015, com todas as despesas pagas.

Karine agradeceu os editores, autores, ilustradores, tradutores, capistas e designers que trabalharam para produzir livros e os inscreveram no prêmio. “É isso que o faz o mais importante do País na área editorial.” Também mencionou a atuação da Comissão do Jabuti, dos membros do Conselho Curador e os jurados, bem como os executivos e colaboradores da CBL. “O árduo trabalho de todos vocês foi decisivo para que chegássemos a esta cerimônia tão marcante para o livro brasileiro”!

Os três primeiros contemplados das 27 categorias do Jabuti 2014 podem ser conferidos no site do Prêmio: www.premiojabuti.com.br/resultado.
 
Vencedor pede um Brasil mais tolerante

Laurentino Gomes
O jornalista e escritor Laurentino Gomes, cuja obra 1889 (Globo Livros) foi o Livro do Ano de Não Ficção do Prêmio Jabuti 2014, disse que é importante estudar história para se entender como o Brasil chegou ao atual momento de democracia. “É preciso saber o que ocorreu no Estado Novo, de Getúlio Vargas, e no regime militar, ter consciência de que pessoas foram presas e torturadas e de tudo o que ocorreu. Tal conhecimento é relevante neste momento em que há muita intolerância no País e em que se veem pessoas jovens pregando golpe militar e manifestações em prol de medidas radicais e de exceção”.

Para Laurentino Gomes, é justamente quem não teve a oportunidade de refletir sobre o País e não conhece nossa jornada histórica que está pregando medidas radicais. “O Brasil vive um clima de intolerância muito grande. Por isso, é necessário conhecer a história. Somente assim poderemos construir um futuro de modo mais organizado e menos barulhento e intolerante”.

O prêmio de Livro do Ano de Não Ficção é o terceiro de Laurentino Gomes. Anteriormente, o havia conquistado com as obras 1808 e 1822.

Marina Colasanti, vencedora do Livro do Ano de Ficção, com Breve história de um pequeno amor (Editora FTD), salientou o fato de o prêmio ser concedido a uma obra para o público infantil. “Isso é importante, pois a literatura infantojuvenil é decisiva para se criar novas gerações de leitores”.

Laurentino Gomes e Marina Colasanti receberam, cada um, prêmio de R$ 35 mil pelo Livro do Ano, além de R$ 3,5 mil por terem sido os primeiros colocados em suas respectivas categorias.

Amiga do Livro 2014

A “Amiga do Livro 2014”, que também recebeu o prêmio na noite de terça-feira, é Tania Rösing, idealizadora da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, que estimula o trabalho de leitura feito pelas escolas e bibliotecas com a visita de escritores. Graduada em pedagogia e letras, é doutora em teoria literária e faz parte do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura. O troféu “Amigo do Livro” é concedido anualmente pela CBL, a pessoas físicas ou jurídicas que realizam trabalho relevante em favor do estímulo à leitura.
 
Tânia Rösing
Em seu pronunciamento, dirigindo-se ao público e à ministra da Cultura interina, Ana Cristina Wanzeler, presente ao evento, Tania Rösing enfatizou a necessidade de estimular a leitura por parte dos professores das escolas de Educação Básica de todo o Brasil. Segundo ela, é fundamental que os professores leiam mais, para estimular seus alunos e multiplicar o hábito de leitura.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Jornalista retrata a luta do seu filho contra o câncer no livro “Nem a morte nos separa”


Apontado como um dos mais talentosos jornalistas esportivos do Brasil, Ricardo Gonzalez lança nesta terça-feira (18/11), a partir das 19h, na Livraria Argumento (Rua Dias ferreira, 417, no Leblon), o livro Nem a morte nos separa', que tem o selo da Mauad X. O livro conta a história de uma amizade e de um amor eternos: a de Ricardo e seu filho Rafael, morto aos 21 anos, vítima de câncer. A orelha da obra é assinada por Lucinha Araújo, mãe do cantor e compositor Cazuza.


A síntese publicada pela editora, na contracapa, reproduz um pouco da emoção encontrada em cada página do livro:
“Num dia você está no paraíso ao lado de seu filho de 21 anos. No dia seguinte, num estalar de dedos, você mergulha no mais aterrador inferno, sem que nada possa fazer para salvar a vida dele. O que se faz? Nesta obra, um relato sensível, mas doloroso, porque verdadeiro, o autor mostra como devemos cuidar da relação com os filhos a cada dia como se fosse o último. O pior não avisa quando chega. E, nesse caso, é preciso a vida inteira para estar pronto.”

Ricardo Gonzalez, com passagem pelas principais redações brasileiras, como O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo e O Dia, é hoje editor de texto do canal SporTV. Em 2010, seu filho Rafael, então como 21 anos, morreu de câncer linfático, que ataca brutalmente o sistema imunológico do paciente. Em inúmeras passagens do livro, o autor e pai revela sua perplexidade e inconformismo com a iminência da morte do filho tão jovem, com uma vida inteira para ser vivida. 

Nem a morte nos separa é um livro tocante, onde o leitor chora junto com os protagonistas em diversos momentos. Em um deles, quando os pais, desesperados, são consolados pelo filho doente e racional. Além de uma homenagem ao filho, Ricardo Gonzalez escreveu a obra para que esta sirva como um grito de alerta a outros pais, para que amem seus filhos o máximo que possam, pois o fim de tudo pode estar no minuto seguinte e não há o que fazer para mudar isso... a não ser aprender a suportar a dor da perda tão inesperada.

domingo, 16 de novembro de 2014

Dia do Cordelista: obras da Editora FTD resgatam literatura de cordel



Livros apresentam o tema aos jovens e mostram a riqueza da cultura popular

Na próxima quarta-feira (19/11) será comemorado o Dia do Cordelista, data que homenageia o nascimento de Leandro Gomes de Barros, pioneiro no gênero no Brasil e um dos autores populares mais lidos até hoje.  Mesmo com o acesso à informação ampliado,  é possível que muitos jovens não conheçam a literatura de cordel. Por isso, a Editora FTD destaca quatro obras que podem ajudar a descobrir este universo de rimas, mitos e lendas.

Desafios de cordel, de César Obeid, que pesquisa o tema desde 1996, apresenta um panorama da literatura de cordel e do repente de viola, duas autênticas manifestações da cultura popular brasileira. São apresentados, com muito humor, os ciclos do reconto, jornalístico, biográfico e diversos desafios, inspirados nas famosas pelejas entre cantadores repentistas. Os poemas são enriquecidos por belas ilustrações feitas em técnica mista, incluindo a xilogravura, técnica de ilustração típica das capas dos folhetos tradicionais.
 
Já o livro História de combates, amores e aventuras do valoroso cavaleiro Palmeirim de Inglaterra, dos autores José Santos e Marco Haurélio, utiliza-se do gênero para contar  a história do cavaleiro andante Palmeirim de Inglaterra e seu irmão Floriano do Deserto, filhos da princesa Flérida e de Dom Duardos, herdeiro do trono inglês. A aventura começa quando Dom Duardos fica prisioneiro do gigante Dramusiando. Os dois irmãos vivem longe da mãe e só se reencontram depois de adultos. Seguindo caminhos diferentes, viajam à procura de Dom Duardos, sem saber que são irmãos.

Outra dica é a obra de Sylvia Orthof Cordel adolescente, ó xente!, que apresenta Doralice, uma garota de 13 anos que vive de contar histórias nas páginas de seus cordéis, que expõe nas feiras do Nordeste. Ela conta a desventura de Bertulina, uma garota que conheceu um cangaceiro que tinha olhos de lonjura e estrelas faiscantes nos dentes do seu sorriso, por quem se apaixonou perdidamente.

Os três livros fazem parte da Série Quero Mais e são indicados para estudantes a partir do 6º ano do Ensino Fundamental.

Cordel em Quadrinhos – A história do navegador João de Calais e de sua amada Constança, de Arievaldo Viana, traz um tradicional conto europeu adaptado para a literatura de cordel em quadrinhos. Em uma viagem em que pretendia afugentar piratas dos mares, o navegador João de Calais salva um homem da condenação por dívidas e resgata duas donzelas – Constança e Isabel – que estavam sendo leiloadas. Esses atos de nobreza acabam por selar seu destino.

O texto original, que é um dos mais populares no Brasil, tem mais de 500 anos de existência e é atribuído a Angélica Poisón, a Madame de Gómez (escritora francesa, casada com um espanhol). O folheto com essa história era declamado nas feiras e nos alpendres sertanejos pelos cegos rabequeiros, folheteiros e cantadores. Coesa e direta, sua narrativa é de fácil compreensão para leitores de todas as idades.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Morre o poeta Manoel de Barros, aos 97 anos


Morreu nesta quinta-feira (13/11), aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros, aos 97 anos, que estava internado há duas semanas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital Proncor, em Campo Grande, Cuiabá, após ter se submetido a uma cirurgia no intestino. Segundo boletim assinado pela médica Carmelita Vilela, o falecimento ocorreu às 8h05, horário de Mato Grosso do Sul, após uma falência múltipla de órgãos.

Manoel de Barros
Considerado um dos maiores autores da língua portuguesa, Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, na capital do Mato Grosso. Filho de João Venceslau Barros e Alice Pompeu Leite de Barros, foi levado pela família para uma fazenda recém-adquirida no Pantanal da Nhecolândia, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde fincaria suas raízes. Saiu ainda jovem, passou por vários estados e países até retornar em definitivo para o Pantanal.

Manoel de Barros escreveu aproximadamente 35 livros publicados no Brasil, Portugal, Espanha e França. Em toda sua obra, chegou a apresentar características do Modernismo brasileiro, Vanguardismo europeu e Oralidade brasileira. O filólogo Antonio Houaiss o compara a São Francisco de Assis, "na sua humildade diante das coisas". Ainda segundo Houaiss, a poesia de Manoel de Barros, sob a aparência surrealista, é de uma enorme racionalidade: "suas visões, oníricas num primeiro instante, logo se revelam muito reais". Manoel foi definido por muitos como "o Guimarães Rosa da poesia". "Desde Guimarães Rosa a nossa língua não se submete a tamanha instabilidade semântica", disse o poeta Geraldo Carneiro sobre ele.

O escritor recebeu pelo menos 13 prêmios importantes, entre eles dois Jabutis (1989, na categoria Poesia, com o livro O guardador de águas, e 2002, na categoria livro de ficção, com O fazedor de amanhecer).

Foto: Reprodução