quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Com programação para todas as idades, começa nesta sexta-feira (22) a Bienal Internacional do Livro de São Paulo


A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece a partir desta sexta-feira (22/8) e vai até o dia 31, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, chega à sua 23ª edição e vai contar com a participação das principais editoras, livrarias e distribuidoras. Segundo os organizadores, a Bienal 2014 deve receber um público estimado em 800 mil pessoas, que poderão conferir os lançamentos dos cerca de 480 expositores já confirmados. 
 


O evento, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com o SESC São Paulo, terá uma programação abrangente, que vai mesclar literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura em oito grandes espaços: Arena Cultural, Escola do Livro, Cozinhando com Palavras, Salão de Ideias, Espaço Imaginário, Anfiteatro, BiblioSesc e Estande Edições SESC.


Assim como nas edições anteriores, um dos grandes atrativos da Bienal Internacional do Livro de São Paulo será a oportunidade do público poder participar de palestras e bate-papos com escritores internacionais de sucesso, como Harlan Coben, Cassandra Clare, Ken Follett, Sally Gardner e Hugh Howey. Autores nacionais também marcarão presença, como Maurício de Sousa, Raphael Draccon, Carolina Munhóz, Affonso Solano, Evando Afonso Ferreira, Marçal Aquino, João Anzanello Carrascoza, Ricardo Lísias e Maria Adelaide Amaral. Eles participarão de diversas atividades, entre as quais debates de temas como “Os quadrinhos na formação de leitores” e “Literatura fantástica – A fantasia ganhando espaço”.

Além disso, a programação oferecerá ainda atrações como A Escola do Livro, em que serão ministrados cursos para os profissionais do setor, e o espaço Cozinhando com Palavras, comandado pelo chef André Boccato, no qual atividades que visarão unir gastronomia, literatura e cultura serão realizadas. 

Segundo Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro, o evento permite infinitas possibilidades e experimentações. “A cultura e, no nosso caso, especialmente a literatura, permite diluir as diferenças sociais e econômicas, agregando valor e estimulando o contato com os livros, música, dança e outras expressões artísticas e intelectuais”, destaca.

Serviço
23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 22 a 31 de Agosto de 2014
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – CEP 02012-021 – São Paulo – SP
De Seg. à Sex. das 9h às 22h | Sáb. e Dom. 10h às 22h (*dia 31/08 somente até às 21h)
Ingressos: Tickets for Fun

Fotos: Divulgação

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

FRÊMITO: Novo livro da jornalista Flávia Vasconcelos de Brito


A jornalista Flávia Vasconcelos de Brito lança na próxima sexta-feira (22/8), na Livraria Travessa de Ipanema, na zona sul carioca, seu novo livro de poesias “Frêmito”. Ela vai participar de sessão de autógrafos das 19 às 21h. Ela também é autora de mais quatro livros, entre os quais, “Tudo muda o tempo todo” e “Inquietude”.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Maracanã é destaque em livro que mostra em detalhes as novas arenas para a Copa 2014



Projeto do estádio é apresentado no livro Arenas do Brasil. Obra com 292 páginas traz o histórico da modernização e da construção dos 12 estádios para o Mundial de 2014, em artigos, entrevistas, desenhos técnicos e dezenas de fotos. Lançamento será nesta quinta, 3 de julho, em São Paulo.


Reunir em uma única obra o histórico da modernização e da construção dos 12 estádios para o Mundial de 2014, desde a concepção dos projetos. Esta é a proposta do livro Arenas do Brasil - Arquitetura e engenharia nos estádios brasileiros para a Copa de 2014, que será lançado pela Editora Mandarim na próxima quinta-feira (3/7), às 20h, no Instituto Tomie Ohtake, na Rua Coropés, 88, Pinheiros, em São Paulo.

Em 292 páginas, o livro documenta as ideias, as histórias e os problemas por trás do desafio de erguer as 12 modernas arenas que são hoje palcos dos movimentados jogos da Copa no Brasil. A edição inclui textos, memoriais descritivos, desenhos técnicos, dezenas de imagens, além de entrevistas com arquitetos e engenheiros responsáveis por projetar e gerenciar as obras desses equipamentos esportivos.

Arenas do Brasil dedica ainda uma seção à história dos estádios desde a primeira Copa do Mundo, no Uruguai, em 1930, até os dias atuais; e outra seção às primeiras ideias para os novos estádios nas 17 cidades candidatas a sediar a Copa de 2014 no Brasil.

O livro tem o patrocínio das empresas Akzo Nobel, Acelor Mittal, Atlas, GCP Arquitetos, Odebrecht, Otis, e apoio da GettyImages, Mendes Júnior, Minas Arena, Construcap, Egesa e HAP. Tem também apoio institucional do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) e da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA). 

Principais conteúdos

- Estádios da Copa, de 1930 a 2010: uma visão dos estádios nas 19 Copas do Mundo de Futebol já realizadas. O estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai), o San Siro, em Milão (Itália), a arena Rasunda (Suécia), o Maracanã de 1950, o Estádio Azteca (México), palco da vitória brasileira em 1970, e a série de novos estádios construídos a partir de 1998, para a Copa da França, já em sintonia com as exigências do futebol contemporâneo.

- Primeiras ideias em 17 cidades-candidatas: neste capítulo, são apresentadas as propostas dos estádios das 17 capitais brasileiras candidatas entre 2007 e 2009 a sediar jogos da Copa 2014: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Belém, Rio Branco, Natal, Recife, Fortaleza, Florianópolis e Goiânia.

- Os projetos definitivos em 12 cidades-sede: um capítulo para cada novo estádio, com entrevistas com arquitetos/engenheiros, memoriais descritivos, desenhos e plantas, cobertura, paisagismo, controle e segurança, entre outras áreas, de forma a dar um panorama técnico-conceitual do estado-da-arte no projeto contemporâneo de modernas arenas multiuso.

SERVIÇO
Livro Arenas do Brasil - Arquitetura e engenharia brasileiras nos 12 estádios para a Copa de 2014
Lançamento: dia 3 de julho de 2014, a partir das 20 horas
Local: Instituto Tomie Ohtake - Rua Coropés, 88 - Pinheiros
Metrô Faria Lima / Estacionamento no local
Preço especial de lançamento: R$ 99,00
Informações: Editora Mandarim, tel. 11 3362-2585

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Troca-troca de livros na estação Central do Metrô Rio: é fácil, de graça e sustentável



Biblioteca Estação Leitura, do MetrôRio, promoverá duas vezes por mês o intercâmbio de títulos variados e para todas as idades

Para fomentar o gosto pela leitura e, de quebra, ter uma atitude sustentável, a Biblioteca Estação Leitura, localizada na Estação Central do Metrô do Rio de Janeiro, propõe uma fórmula simples: o Troca-Troca de Livros. Um carrinho com diversos títulos estará à disposição do público a partir desta quarta-feira (4/6) e ficará “estacionado” na biblioteca sempre nas duas primeiras quartas-feiras de cada mês.

A Biblioteca Estação Leitura fica na estação Central do MetrôRio
Utilizando o próprio livro como moeda, os usuários podem trocar até dois livros por vez, sempre do mesmo estilo (poesia, biografia etc.) e categoria (infantil, juvenil ou adulto) dos que estarão dispostos no carrinho.

Para que todos possam usufruir do serviço, alguns tipos de livros não serão aceitos: didáticos, técnicos ou desatualizados. É importante também que os livros estejam em bom estado de conservação.

Serviço
Troca-Troca de Livros na Biblioteca Estação Leitura
Estação Central do MetrôRio
Toda primeira e segunda quartas-feiras do mês, das 11h às 18h
A partir de 4 de junho
Grátis

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lançamento de "INDEFENSÁVEL", sobre o goleiro Bruno e a morte de Eliza Samudio, será realizado hoje no Rio de Janeiro







Acontece hoje (2/6) o lançamento do livro Indefensável — O Goleiro Bruno e a História da Morte de Eliza Samudio (Record; 265 páginas), que revela a trama que levou ao assassinato da jovem Eliza Samudio, mãe de Bruninho, filho do ex-goleiro Bruno. Em reportagem alentada, os jornalistas Leslie Leitão, Paulo Carvalho e Paula Sarapu reconstroem a vida do jogador, mostram os bastidores do clube (CR Flamengo), reconstituem o histórico julgamento que levou à cadeia os mandantes Bruno e Macarrão e o assassino Bola.

É impressionante a miséria humana que brota das páginas, com histórias de traição, pobreza, riqueza, desperdício, fama, arrogância e deslumbre. Uma história que chocou o Brasil. Num trecho, o assombro com o motivo torpe do crime e cuja motivação até hoje é difícil de compreender: A pensão que Eliza receberia custaria R$ 3.500 ao goleiro que ganhava, só de salário formal, R$120.000 à época, e que era cotado para defender o Brasil na Copa que está prestes a começar. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

16º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens começa hoje (28), no Rio de Janeiro, com homenagem à Argentina



Serão mais de 170 lançamentos de livros de autores como Ziraldo, Ana Maria Machado, Thalita Rebouças e Laurentino Gomes

 

Contadores de histórias estão entre as atividades do Salão FNLIJ

Um dos mais importantes eventos literários do país e um dos únicos focados no público infanto-juvenil, começa hoje (28/5) a 16 ª edição do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que tem o objetivo de promover o livro e a leitura como agentes formadores da criança e do jovem. O evento, que vai até o dia 8 de junho, acontece no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro e este ano vai homenagear a Argentina.

 

O Salão FNLIJ tem atração para todas as idades

O Salão contará com o 16º Seminário FNLJ Bartolomeu Campos de Queirós, além de encontros com escritores, lançamentos de títulos, leituras de livros, performances de ilustradores, exposições e palestras com autores e especialistas para o público adulto. Patrocinado pela Petrobras desde 2001, e com apoio da Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Educação e de Cultura, do Instituto C&A e da UNIMED, o Salão FNLIJ terá ainda quatro bibliotecas específicas para cada público, além do Espaço de Leitura e do Espaço do Ilustrador.

 

As crianças se encantam com as novidades literárias

O 16º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, que acontece entre os dias 2 e 4 de junho, terá A Fantasia como tema geral. Apoiado pelo Instituto C&A, o encontro tem por objetivo refletir com profissionais e interessados das áreas de educação e cultura a necessidade e a importância  da leitura de livros de qualidade. O primeiro dia será dedicado à Literatura na Argentina. Já no dia 3, ocorre o XI Encontro de Autores Indígenas, com o tema “Literatura indígena, a bola da vez” e o terceiro dia, 4 de junho, propõe uma reflexão sobre a literatura por meio do tema “14º Congresso do IBBY Rio 1974 – O livro como instrumento na formação e no desenvolvimento da criança e do jovem: 40 anos depois como está a LIJ brasileira?”.

 

As inscrições podem ser feitas através do email seminario@fnlij.org.br.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão termina com espetáculo emocionante da Orquestra Bachiana



Público lotou o Theatro Pedro II e aplaudiu de pé a orquestra regida por João Carlos Martins, com a participação especial do jovem tenor Jean William. Ao todo, mais de 200 autores e 100 artistas passaram pela Feira nos dez dias. O público estimado pela organização foi de foi de 450 mil pessoas.

Com o Theatro Pedro II lotado aplaudindo de pé o espetáculo emocionante da Orquestra Bachiana, regida pelo maestro João Carlos Martins, terminou na noite deste domingo, dia 25, a 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Mais de 200 autores e 100 artistas passaram pela Feira nos dez dias. O público estimado pela direção da Fundação Feira do Livro neste ano foi de 450 mil pessoas.

O presidente da Fundação, Edgard de Castro, afirmou que a Feira temática foi um enorme sucesso e que a queda de público em relação a edições anteriores já era esperada porque neste ano os grandes shows foram tirados da programação e o evento priorizou sua vocação literária. "Durante dez dias, Ribeirão foi um fórum de discussão das questões da cidadania que tanto afetam o país", disse Castro.

Cerimônia premiou 21 escritores em concurso Literário Darcy Ribeiro durante a Feira
O filósofo César Nunes, programador temático da Feira deste ano, também ressaltou o sucesso do evento. Segundo ele, a Feira de 2014 ficará para a história da cidadania e da afirmação da sociedade civil brasileira. "Cabe a nós testemunhar que esse momento não se mede somente pelos grandiosos números de pessoas presentes, de livros comercializados, de atividades artísticas e culturais, de palestras, de salões de ideias, de mesas de debates, de conferências e de eventos circenses, teatrais, musicais e corais. Mede-se, sim, pelo inestimável passo que demos na direção de um país melhor, democrático e participativo, superando suas dominações históricas." Ele revelou que a Feira de 2015 vai discutir a cultura brasileira.

Fernando Morais
Na manhã de domingo, o palco do Pedro II foi do jornalista e escritor Fernando Morais. O conceituado biógrafo prepara um trabalho sobre o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que deve ser lançado em 2015. "O livro está quase pronto, mas não pretendo lançá-lo em ano eleitoral". O livro contará a vida de Lula, entre a saída da prisão, no início da década de 1980, até o último dia na Presidência, em 2011.

No Salão de Ideias, Morais revelou que o livro sobre Lula é o último que escreverá. Segundo ele, o desgaste recente sobre a publicação de biografias é um dos motivos para sua aposentadoria.  Respondendo a questões do público, o autor defendeu veementemente a revolução cubana e os governos de Lula e Dilma Rousseff e falou sobre as manifestações antiCopa deste ano. "O Brasil vai ter Copa. O que não vai ter é segundo turno."

Orquestra
 "Jamais a palavra esperança desapareceu da minha vida. Há 10 anos me disseram que eu nunca mais poderia tocar profissionalmente, mas aqui estou eu, eu toco, pois quero tocar o coração das pessoas através da música." A frase do maestro e pianista João Carlos Martins foi uma das que encantaram a plateia, que vibrou e aplaudiu de pé cada peça tocada no último evento da Feira do Livro.

 "Mudei todo meu repertório hoje à tarde. Isso aqui não é um concerto comum, isso aqui é um encerramento e o que é melhor, de uma Feira de livros, de cultura e fechar com música é uma honra pra mim", disse o maestro que tocou Mozart, Beethoven, tangos e uma homenagem especial para Ribeirão Preto, "Trem das Onze".

Martins, que regeu e tocou piano, trouxe também dois convidados especiais: o também maestro Serguei Eleazar de Carvalho e o jovem tenor Jean William, natural de Barrinha, município próximo a Ribeirão Preto, que emocionou a plateia com sua potência vocal e interpretação.

No final do concerto, o público continuou de pé, insistindo em um um bis. Martins voltou então sozinho, tocou o Hino Nacional e foi ovacionado. 

As crianças prestigiaram a 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

A Feira
A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é realizada pela Fundação Feira do Livro, entidade sem fins lucrativos presidida pelo empresário e cineasta Edgard Castro, com apoio total da Prefeitura de Ribeirão Preto. Nesta edição, realizada de 16 a 25 de maio, o evento promoveu encontro com escritores, conferências, apresentações de música, teatro e dança, oficinas e várias outras atividades culturais, todas gratuitas.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

70 anos de Henfil são comemorados durante evento ‘Autor na Praça’, em São Paulo

Praça Benedito Calixto será o palco de evento sobre o criador da Graúna, que completaria 70 anos em 2014

O Autor na Praça, evento de difusão literária que promove encontros entre autores e público, recebe no próximo dia 31 (sábado) as comemorações paulistas dos 70 anos do cartunista Henfil, que estão sendo celebrados pelo Instituto Henfil Educação e Sustentabilidade desde fevereiro com uma série de eventos, relançamentos e projetos de recuperação de sua obra.

A partir das 11h, na Associação Amigos da Praça (na Praça Benedito Calixto, 112), o público poderá conferir uma exposição de 22 banners com tirinhas e charges do cartunista Henfil. Às 14h, no espaço Plínio Marcos, na própria Praça Benedito Calixto, será realizada uma roda de conversa sobre a vida e a obra de Henfil, com a presença da jornalista Rose Nogueira, que foi diretora dele quando o cartunista fazia esquetes para o quadro TV Homem nos anos 80, além de Ivan Consenza, filho do Henfil, e Mateus Prado, idealizador do projeto de relançamento da Coleção Fradim.
 
Henrique de Sousa Filho, o Henfil, foi um dos maiores quadrinistas brasileiros. Ele, que foi também escritor e jornalista, se destacou principalmente na produção de tirinhas, cartoons e charges com temáticas políticas e sociais, especialmente na edição das revistas dos “Fradins”, mostrando que era possível contar boas histórias com traços simples, transformando as mazelas da sociedade em piadas críticas e libertárias.

As revistas da Coleção Fradimestarão disponível para venda durante o evento. São 31 revistas que foram relançadas este ano como parte da comemoração dos 70 anos do cartunista. Todas foram publicadas originalmente pelo Henfil ao longo da década de 1970, com coletâneas de historinhas dos fradins Cumprido e Baixim e da Graúna junto com a Turma da Caatinga.
 
O evento conta com apoio do Sindicato dos Jornalistas, que também terá uma programação comemorativa de 70 anos do Henfil no dia 02, com uma exposição e realização de mesas redondas sobre o trabalho do Henfil.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Começa hoje (15) a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, um dos principais eventos literários do país



A abertura oficial da 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto ocorre hoje (15/5) à noite, em cerimônia que contará com a pré-estreia do mais novo espetáculo da Companhia de Dança Deborah Colker, Belle. A África do Sul é o país homenageado deste ano. 


De amanhã e até o próximo dia 25, o evento, que é o segundo maior do gênero no Brasil, irá oferecer 600 atrações gratuitas, divididas por 14 espaços da cidade. Participam da programação 98 autores nacionais, seis internacionais, 113 locais e regionais, além de 45 personalidades de expressão nacional. Entre os homenageados, Ana Maria Machado, Mário Quintana, Darcy Ribeiro, Ely Vieitz Lisboa e José Carlos Ferreira.

A pauta desta 14ª edição está centrada em uma série de debates sobre os novos direitos civis no Brasil. As condições da criança, da mulher, do idoso, do negro, do índio, da pessoa deficiente, do homossexual e da juventude serão tema de várias conferências ao longo dos dez dias de atividades. "Vamos falar sobre nós, sobre todos, sobre o país. Cada dia será dedicado ao debate sobre o livro e a leitura ante as condições de diferentes sujeitos sociais e seus direitos civis", explica o presidente da Fundação Feira do Livro, organizadora do evento, Edgard de Castro.

Para ver a programação completa da Feira, acesse o site www.feiradolivroribeirao.com.br/programacao/2014/5/

sábado, 10 de maio de 2014

Livro sobre Copa do Mundo lembra derrota brasileira, em 50, na final no Maracanã

"Maracanazo - A História Secreta" será lançado no Rio na segunda-feira

 *por André Luiz Cardoso

Muitos brasileiros ficam arrepiados só em pensar no jogo final da Copa de 50, no Brasil. Em pleno Maracanã, a seleção canarinho perdeu para o Uruguai por 2 a 1, tendo a vantagem do empate e de ainda ter saído na frente do marcador, para surpresa e desespero dos mais de 200 mil torcedores presentes ao estádio e que protagonizam um silêncio, jamais presenciado no até então maior estádio do mundo.Tristeza de um país, alegria dos uruguaios, que se tornaram bicampeões mundiais (1930 e 1950), em três Copas até então realizadas.

Foi pensando em reviver a história da Copa de 1950, e contextualizá-la com o momento atual, com o retorno da Copa do Mundo ao Brasil após 64 anos, que o jornalista uruguaio Atílio Garrido, um dos mais influentes profissionais da mídia esportiva daquele país, lança o livro "Maracanazo - A História Secreta" (Editora Ilimitados),  na próxima segunda-feira, dia 12, às 19 horas, na Livraria da Travessa, em Ipanema. De forma imparcial, o autor vai além do relato esportivo. Ele cria um documento histórico informativo, crítico e emocionante deste que foi um dos maiores fatos do futebol mundial e que teve profundas consequências nas histórias do Brasil e do Uruguai, em seus âmbitos cultural, social, político e, obviamente, esportivo. 

Atílio Garrido situa o leitor em todo o contexto em que a Copa de 1950 ocorreu, chegando ao ápice no fatídico dia 16 de julho, data da final entre Brasil e Uruguai. O autor se transforma em um guia para o leitor numa viagem através do tempo, num mergulho nas sociedades brasileira e dos demais países sul-americanos da época. Enriquecido por relatos de jogadores, dirigentes e jornalistas; o autor aborda assuntos como o desafio da construção do Maracanã, a euforia da torcida brasileira, detalhes sobre as preparações das equipes, pontos de vista dos campeões uruguaios e dos brasileiros derrotados, e tudo sobre o antes, o durante e o pós da triste final da primeira Copa do Mundo disputada no Brasil.
O livro, que custa entorno de R$ 60, deu origem ao filme "Maracanã", documentário lançado em março e que atraiu milhares de espectadores ao Estádio Centenário, em Montevidéu, e às salas de cinema no Uruguai e de vários outros países.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23 de abril: Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor (também chamado de Dia Mundial do Livro) é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de abril, e organizado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais. O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de outubro e 16 de novembro de 1952.

A data de 23 de abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Por causa disso, passamos a comemorar no mundo todo o Dia do Livro. E como livro não nasce em árvores, também se resolveu estender a comemoração ao direito daquele que escreve o livro: o autor! O autor é o poeta, o romancista, o cientista, o filósofo, o professor. É quem cria o conhecimento e também quem transmite este conhecimento.

Ninguém nasce gostando de ler. Ler é uma coisa que a gente aprende devagar e que leva com a gente para a vida toda. O livro é uma forma universal de transmissão de conhecimento. Por isto ele une culturas tão diferentes, países tão distantes entre si.

O direito desses criadores é garantido por lei. Quem cria o livro tem direito a ter sua obra protegida e a receber por aquilo que criou. 

Todos os anos são organizados uma série de eventos ao redor do mundo para celebrar o dia.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Morre o escritor colombiano Gabriel García Márquez



Morreu na tarde desta quinta-feira (17), na Cidade do México, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o escritor e jornalista morreu em casa, aos 87 anos, rodeado de parentes e amigos.

Gabriel García Márquez morreru na Cidade do México
Nascido em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março de 1927, García Márquez, que era também jornalista, vivia atualmente no México. Entre seus livros mais conhecidos, destacam-se Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera.

“Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos!", escreveu o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em sua conta pessoal no Twitter. Na mensagem, Santos manifestou solidariedade e prestou condolências à família de García Márquez.

Seu primeiro livro, La Horajasca, foi publicado em 1955 e apresenta pela primeira vez o povoado fictício de Macondo, onde mais tarde seria ambientada a história de Cem Anos de Solidão. Publicado em 1967, o livro é considerado o mais importante da carreira de García Márquez e também a segunda obra mais relevante de toda a literatura hispânica, ficando atrás apenas de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Cem Anos de Solidão já vendeu cerca de 30 milhões de exemplares em 35 idiomas.

Em 1982, García Márquez foi escolhido o vencedor do Nobel de Literatura “pelos seus romances e contos, em que o fantástico e o real se combinam num mundo densamente composto pela imaginação, refletindo a vida e os conflitos de um continente”, segundo o comitê.  Foi o segundo latino-americano a receber o prêmio, tendo sido o chileno Pablo Neruda o primeiro.

Depois do Nobel, García Márquez publicou livros como O Amor nos Tempos do Cólera, Notícia de um sequestro e sua autobiografia, Viver para Contar, de 2002. Seu último livro, Memórias de minhas putas tristes, foi escrito e lançado em 2004. Em abril de 2009, o escritor anunciou que iria se aposentar e não publicaria mais nenhum livro. A notícia foi confirmada em 2012, quando seu irmão anunciou que Gabo sofria de demência, havia perdido a memória e não voltaria a escrever.

Vida pessoal
Os pais de García Márquez chamavam-se Gabriel Eligio García e Luisa Santiaga Márquez e tiveram, além dele, dez filhos. Quando seus pais se mudaram para Barranquilla, em 1929, o escritor permaneceu em Aracataca e passou a morar com os avós, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía, que teriam inspirado personagens de Cem Anos de Solidão.

Em 1958, após retornar da Europa, casou-se com Mercedes Bacha, um amor de infância, com quem teve dois filhos: Gonzalo e o cineasta Rodrigo.

García Márquez teve câncer duas vezes: em 2002, anunciou que a doença tinha atingido seu sistema linfático e, em 2014, a família informou que pulmão, gânglios e fígado estavam comprometidos. Por causa de sua idade avançada, o escritor não passou por novo tratamento, recebendo apenas cuidados paliativos.

Em seus últimos anos, as aparições públicas de Gabriel García Márquez diminuíram bastante. A última foi no seu aniversário, quando saiu de casa para receber os parabéns de jornalistas e alguns leitores.

Presidente Dilma: personagens de García Márquez ficarão na memória de milhões de leitores

A presidenta Dilma Rousseff disse que recebeu com tristeza a notícia da morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, “dono de um texto encantador”, segundo ela. O escritor morreu hoje (17), aos 87 anos, na Cidade do México. Para Dilma, os personagens singulares de García Márquez continuarão “no coração e na memória de seus milhões de leitores”.

Presidente Dilma
“Dono de um texto encantador, Gabo [como o escritor era conhecido] conduzia o leitor pelas suas Macondos imaginárias como quem apresenta um mundo novo a uma criança”, disse a presidenta, em referência ao vilarejo onde se passa uma de suas principais obras, Cem Anos de Solidão.

“Seus personagens singulares e sua América Latina exuberante permanecerão marcados no coração e na memória de seus milhões de leitores”, afirmou Dilma em nota de pesar e na sua conta pessoal no Twitter.

Ex-presidente Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lamentou a morte do mais famoso autor colombiano. “Gabriel García Márquez foi um extraordinário escritor, um exímio jornalista, um grande militante das causas democráticas populares e um símbolo para todos nós da América Latina e do mundo”, disse.

Para Lula, o escritor retratou com “grande talento” a realidade e a magia do povo latino-americano. “Ele, que foi o primeiro colombiano a receber o Prêmio Nobel de Literatura, representou a América Latina em suas obras e por onde passou”, disse o ex-presidente. 

Morte é lamentada na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura


Vieira foi preciso ao dizer que a notícia era muito triste "para a gente". Cada um dos debatedores tinha uma ligação com o escritor. "O primeiro livro que eu li do começo ao fim foi Cem Anos de Solidão. O primeiro livro que eu li numa sentada. E reli agora, depois de 30 anos, também numa sentada. Um livro que você não cansa, que pode ler de cinco em cinco anos e cada vez descobre mais alguma coisa", disse o também poeta Nicholas Behr.

O livro, um dos títulos mais conhecidos do autor, ao lado de O Amor nos Tempos do Cólera, também é admirado pelo poeta Ademir Assunção, vencedor do prêmio Jabuti de Poesia no ano passado. "Tenho certeza que a maioria dos leitores de 50, 60 anos se encantaram e se admiraram com Cem Anos de Solidão. Para quem costuma ler, gosta de ler, o livro encantou, assustou e pasmou grande parte dos leitores".

Assunção explica: "O livro surgiu numa literatura com uma voz muito diferente, tanto na literatura brasileira quanto na latino-americana", diz e acrescenta. "Para mim, o que me encanta [na obra] é como a realidade se desdobra em muitas realidades".

A morte do escritor foi uma surpresa para o poeta Wilson Pereira. "Sou leitor assíduo, já li quase todos os livros dele, sabia que ele estava adoentado, mas esperava que ele fosse viver um bom tempo ainda. O mundo perde um dos seus grandes escritores da modernidade, da atualidade".

Na plateia, a jornalista e escritora Theresa Hildar lamenta não ter conhecido García Márquez, não ter falado com o escritor. Ela conta que eles já estiveram no mesmo ambiente, em Nova York. Ela estava no Michael's Pub para escutar o cineasta norte-americano Woody Allen tocar. García Márquez também estava lá, em uma mesa próxima. "Eu tava tão louca para ver Woody Allen, que não vi o Gabriel García Márquez".

Para provar a história, Theresa guarda uma foto com o cineasta, na qual aparece também o escritor. "Eu não dormi a noite inteira, eu perdi a oportunidade de conhecer um ídolo. Nunca ia pensar que teria dois ídolos numa noite só. Eu ficava alimentando, um dia vou visitar a casa dele, agora não tem mais jeito. Agora é só história".

Fonte: Agência Brasil
Fotos: Divulgação